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Cabeça que não para

Cada estrela que brilha
no vastidão negra
da incerteza da noite
é uma dúvida
que a Lua, sorrateira,
vem me perguntar.
Se ela mingua, pois,
sou eu a respondendo;
se ela infla,
é seu ego
mostrando que sabe
muito mais que eu.

Já o Sol,
com sua luz imensa
afasta a escuridão
e faz com que as estrelas,
sempre presentes,
passem desapercebidas;
ilumina o caminho
pelo qual o tempo
vai percorrer;
esgota as energias de ser.

< Nós Pedro, o vermelho >

Este poema é parte do livro Introversos: versos da cabeça de um introvertido.

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