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Transeuntes

Apenas passam:
nunca os vi antes
e, provavelmente,
nunca mais os verei.

Passam por mim
com pressa,
com rancor,
com expressões,
com caretas de ira!

Passam por mim
com sua história,
com seus problemas,
com seus dilemas,
com suas doenças!

Passam por mim
tão perto
que chego a olhar nos olhos!

Eu sinto, vejo:
tristeza,
mágoas,
inconformismo.

Quando vou para o trabalho,
durante o almoço,
exercitando-se no parque,
sentados (no ônibus),
na fila do banco.

Todos os dias
transeuntes
passam por mim,
e eu, claro,
passo por eles.

< A estrada Urbanos >

Este poema é parte do livro Introversos: versos da cabeça de um introvertido.

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