Vim e suas gerações

Vim, um editor para todos.

Engenharia de Software

Faz um tempo que quero escrever algo sobre engenharia de software, pois tenho aprendido muito disso nos últimos 6 meses, principalmente. Na verdade, tudo parte de observações e leituras que fiz por ai. Às vezes elas foram forçadas por professores ou espontâneas a ponto de eu apenas saber.

Inaugarado o blog da F1 Soluções, que não é a empresa na qual trabalho, mas é do mesmo sócio e ainda tenho grande participação no processo de desenvolvimento de software da mesma, eu resolvi postar algumas coisas lá. Fiz, então, meu primeiro post sobre engenharia de software. O post se chama Filosofando sobre Engenharia de Software.

Críticas aqui ou lá, lerei os dois comentários. Até mais!

Usando Vim dentro do Eclipse

Pois é, quem nunca mexeu com java que atire a primeira pedra. Trabalhar com java fora de um IDE é realmente muito ruim. Mas deveria eu criar uma IDE em modo texto para o Vim ou ver alguma solução para o meu problema no google?

Eu já sabia da existência, mas nunca tinha visto um motivo para fazê-lo. Trata-se do vim ou gvim dentro do Eclipse. Alguns motivos que me tentaram a usá-lo:


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Várias Dicas Simples de Legibilidade de Códigos PHP

Faz um tempo que venho observando códigos que considero estranhos. Apesar de entendê-los, são necessários um esforço e um tempinho disponível. Alguns ainda exigem uns debugs ou até mesmo perguntar ao autor qual foi a intenção daquele trecho.

Baseado nisso e no comentário que recebi recentemente e inspirado pelo post de um amigo, vou fazer uma lista de coisas que proponho. São coisas simples, mas que facilitam na manutenção.

Umas das coisas que aprendi com Uncle Bob (Robert C. Martin), no seu livro Clean Code foi: escrevemos o código apenas uma vez, porém o mesmo é lido várias vezes. Então, não custa usarmos 5min a mais documentando alguma coisa ou escrevendo variáveis legíveis, que nos pouparão tempo mais tarde!


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Criando apresentações Power Point pelo Vim

Essa semana eu precisei de uma apresentação Power Point. Abri o Impress, o editor de apresentações do OpenOffice. Comecei meu raciocínio sobre a apresentação. Quando me dei conta, estava colocando negrito e identando um parágrafo. Ao reler o parágrafo, havia 3 erros de gramática. Foi a gota d’água: Não consigo criar apresentações, pensei.

Quando eu vou escrever em algum programa de qualquer suíte de escritório – openoffice, koffice, etc -, eu geralmente me preocupo mais com o negrito da palavra, com identação do parágrafo do que com o conteúdo em si. Isso é um pecado.

Meu primeiro instinto foi: vou escrever tudo no Vim, depois colo no Impress. Boa! Ok, mas e quanto às páginas?
Vou ter que por página por página? Ainda sim eu teria mais trabalho. Eu teria que refazer as listas para que ficassem com as “bolinhas” à esquerda. E teria que modificar todos os títulos para negrito?


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SchemaSpy – Ferramenta para Modelagem Literária

No post anterior Vimperator, comportamente do Vim no Firefox eu tinha mensionado que:

Parece radical, mas a produtividade aumenta, de certo modo. Não só na hora de programar e testar, sempre que edito arquivos no Vim, tento não usar o mouse. Claro que sempre vai ter alguma aplicação que vai te obrigar a usar o mouse, mas se pudermos evitar, melhor!

Eu continuo com esta idéia. Coisinha bonita é para cliente final. Desenvolvedores devem trabalhar com ferramentas que proporcionam o melhor uso do tempo possível, pois o bom profissional é aquele que esbanja do ócio, eis o fluxo:

Parece utópico, mas eu acredito nisso. Eu acho que é possível. Basta saber onde conseguir ganhar tempo em atividades, automatizando com scripts, programas e etc, o tempo é consequência.


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Vimperator, comportamento do Vim no Firefox

De um tempo para cá tenho tentando chutar o mouse longe e usar só o teclado, na medida do possível. Culpa do Enygmata, que me mostrou o awesome, um gerenciador de janelas supimpa (que me pareceu 10x melhores que o ion-3), e o vimperator, que adiciona as funcionalidades do Vim no Firefox.O pior é que estou conseguindo!

Parece radical, mas a produtividade aumenta, de certo modo. Não só na hora de programar e testar, sempre que edito arquivos no Vim, tento não usar o mouse. Claro que sempre vai ter alguma aplicação que vai te obrigar a usar o mouse, mas se pudermos evitar, melhor!

Graças ao maldito do Enygmata, agora acham que sou retardado. Que estou surtando, querendo usar Vim para tudo! Que não tenho mais nada pra fazer, fico inventando moda. Mas enfim, prefiro terminar minhas coisas rapidinho e tomar meu café vendo os outros perdendo tempo clicando e passando mais trabalho porque não tem mais de 1 clipboard para copiar e colar códigos…

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Lançada versão beta do .vimrc generator

Olá! Eu estava pensando em usar o feriado pra aprender pyGTK, com um projeto que estou na cabeça. Mas, sexta-feira me surgiu outra idéia, que tocou mais forte.

Muita gente me perguntava o que eu punha no meu .vimrc, quais configurações e o que elas faziam. Então, pra ajudar o pessoal e também manter uma documentação (porque eu esqueço rápido essas coisas), eu criei o .vimrc generator.

A idéia é que se possa criar um .vimrc através da interface web, facilitando a propagação (caso você queira mostrar pro amigo, contribuínte ou seja lá quem for) do seu .vimrc! Vocês podem ler um pouco mais aqui. Também tenho plano de fazer estatísticas, como por exemplo: quais opções mais usadas, quais colorschemes mais utilizados, etc. Portanto, sinta-se a vontade de testar a ferramenta e dar um feedback!

Sugestões de opções interessantes, de coisas faltando, reclamações, são todas bem-vindas! Pode ter certeza que, se implementada, manterei os créditos da sua idéia. Por enquanto só está disponível em inglês, mas logo traduzirei pro português. Quem sabe feriado que vem? hehehe

Espero que aproveitem! Gere seu próprio .vimrc

Até!

Dicas de como aumentar a produtividade usando autocmd no vim

Quantas vezes você faz um arquivo que é exatamente igual à um outro arquivo por dia? Quantas vezes você abre um arquivo só para copiar um trecho de código que é utilizado em vários arquivos? Quantas vezes você se vê fazendo a mesma coisa que fez em outro lugar?

E aquela palavra que você sempre escreve errada? Aquela função que você sempre esquece o nome?

Conheça algumas dicas para aumentar a produtividade e diminuir o trabalho dessas coisas rotineiras.


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Como dar Commits SVN com Vim

Em alguns projetos, ao se dar um commit, é necessário especificar quais arquivos foram adicionados ou modificados e ainda mencionar o porque. Algo do tipo:

functions.pl – Adicionada a função que faz aquilo e corrigida a função tal que tinha um erro de português.

É realmente um porre ver todos os arquivos que foram modificados e dizer as mudanças, mas é necessário. Aqui vai uma dica pra quem quer melhorar isso e, por que não, automatizar. Vou utilizar o exemplo com o svn, mas adaptem para o que vocês usam.

$ cd /raiz/do/repositorio
$ svn status | vim -
$ svn commit -F /tmp/commit

Aquela segunda linha, joga a saída do comando `svn status` em um buffer no Vim. Assim, podemos editar melhor. Caso o servidor seja externo e demore muito uma resposta, apenas aguarde. A saída do shell irá para buffer, apenas aguarde.

Com tudo pronto, podemos fazer algumas substituições:

:%s/^A\s\+/[ADICIONADO] /g
:%s/^D\s\+/[REMOVIDO] /g
:%s/^M\s\+/[MODIFICADO] /g

Cada letra da primeira coluna, indica o status do arquivo no projeto. Uma lista completa com as opções pode ser encontrada em http://svnbook.red-bean.com/en/1.4/svn.ref.svn.c.status.html

Agora você organiza seu log. Escreve porque foi adicionado o arquivo X, removido o arquivo Y e etc. Depois de pronto, basta salvá-lo e utilizá-lo como log do commit.

:sav /tmp/commit
$ svn commit -F /tmp/commit
$ rm /tmp/commit

Uma outra maneira de se fazer isso é usando o Vim como editor default do SVN.

vim ~/.bashrc

Acrescente as seguintes linhas:

export SVN_EDITOR=/usr/bin/vim

Agora, ao usar `svn commit`, o vim irá ser aberto para você especificar o motivo.

Acho que é isso! Comentem =)