A poesia em 2018 e os desafios de 2019

Um resumo do ano

O ano de 2018 foi muito bom para a poesia.

A começar pela FLIP: a feira homenageou Hilda Hilst , uma poeta forte e intensa. Com certeza, muitas pessoas aproximaram-se da poesia devido a sua obra.

O livro vencedor do Prêmio Jabuti 2018, na categoria Melhor Livro, foi à cidade, de Mailson Furtado.

Em 07 de Dezembro, foram anunciados os vencedores do Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa. Entre os quatro primeiros lugares, três são do gênero poesia:

Um outro fato super interessante é que o prêmio aclamou poetas de três diferentes continentes: América do Sul, Europa e África. Isso corrobora com a ideia de que a poesia está ganhando cada vez mais força e possui ótimas obras a serem descobertas pelo mundo.

Quanto à escrita, está claro que a poesia tem uma expressão notória neste ano. Mas e quanto à leitura?

O poeta Franco Bordino, vencedor do XVIII Prêmio Casa da América de Poesia, afirma que “apenas poetas lêem poesia”. Porém, isso não parece ser bem verdade.

De acordo com o site Publishnews, só em Novembro de 2018, foram vendidos mais de 9200 cópias de “Poesia que transforma” do Braulio Bessa e outras 9000 cópias de “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”. Se considerado o ano de 2018 inteiro, o “textos cruéis” soma quase 103 mil livros vendidos. Isso o torna o décimo segundo título mais vendidos na categoria Geral, concorrendo inclusive com autoajuda e não-ficção.

Então, podemos ficar animados com 2019. Que há público para poesia, está cada vez mais evidente. Agora, basta nós, autores, encontrar esses leitores que apreciem nossos poemas.

Este será o maior desafio de 2019, encontrá-los. Se você se interessa por este tipo de informação, fique ligado no canal um barco ao mar e inscreva-se na newsletter do Curto Poema.