Impressões da FLIP 2019

Poetas Independentes e manifestações

Neste vídeo eu trago as minhas impressões sobre a FLIP 2019, que foi minha primeira. Quarta-Feira (10/07) foi um dia bem tranquilo, muita coisa ainda estava sendo montada. Consegui visitar Paraty enquanto cidade.

O destaque da Quarta vai para o discurso de abertura da Walnice Galvão , a pessoa que organizou a publicação da Ubu d’OS sertões e, também, a maior estudiosa sobre Euclides da Cunha . Na sua fala, contou muito sobre a obra e correlacionou brilhantemente com o período em que vivemos.

Quinta-Feira (11/07) começou a festa. Perambulei pela cidade, bebi pela rua, conversei com indígenas, hare krishnas, visitei alguns lugares com natureza…

Percebi muitos autores vendendo seus livros por lá, apesar de que o clima não era tão propício, mas havia abertura para falar sobre nossas obras.

Saliento dois problemas da organização: 1) poderia ter mais banheiros públicos e 2) sido mais enfática na remoção dos fogos de artifícios dos manifestantes que pró-Bolsonaro, que tentaram atrapalhar o bate-papo sobre jornalismo com a presença do Glen Greenward.

Uma coisa não relacionada à organização, mas que me encomodou, foi as pessoas chegando para tirar fotos com os indígenas como se fossem estátuas de cera, sem conversar, avisar, nada.

A FLIP também me permitiu conhecer outros poetas pra quem deixo um abraço: Felipe Turner, de quem comprei um livro e ganhei outro de presente; Rafael Zacca , de quem comprei Três Mulheres, sua tradução de Sylvia Plath; e o querido Mailson Furtado, que me presenteou com o à cidade.

Em geral, minha percepção é de que o evento não funcionaria em outro lugar do mundo - fora da América Latina. As ruas eram ocupadas, bebia-se, conversava-se, era possível facilmente se entrosar e fazer amigos.

Tive que desistir de seguir a progração, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Minha dica é se entregar e deixar que a festa te surpreenda. Com certeza voltarei.