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Como publicar um livro de poesia independente — Passo a passo

Neste vídeo, falo o que é preciso para a publicação de um livro de poesia de maneira independente: quais os passos, so profissionais e dicas em cada uma das etapas

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Sobre quebras de linhas em poemas — Com exemplos reais

Transcrição do áudio do vídeo Esta sessão aqui no canal, em alto mar, é onde a gente fala sobre criação poética. O tema de hoje é quebras de linhas. Julgo um tema bem interessante e que, às vezes, a gente não dá nada, mas tem muita coisa sobre o que se falar, pelo menos do ponto de vista que tenho. Eu não tenho uma formação acadêmica em letras, literatura, nada do tipo.

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Como escrevi um poema — Passo a passo

Transcrição do áudio do vídeo Nesse vídeo, eu quis trazer um tipo de conteúdo que ainda não tinha feito, mas acho super interessante, que é o seguinte: vou pegar um poema que escrevi e vou reproduzir o passo a passo de como que eu cheguei no resultado final, em um resultado que achei legal. Qual a ideia por trás: sempre que eu vejo alguém, algum escritor, algum poeta falando sobre seu próprio processo criativo, eu sempre acho que eu consigo tirar alguma coisa para mim, que eu posso me apropriar de alguma ideia, me sentir mais seguro de que estou no caminho certo, porque vejo que outras pessoas também passam pela mesmas dificuldades.

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Mais poemas que deram ótimas músicas

Diversos poetas tiveram seus poemas musicados ou adaptados. Eu, particularmente, gosto muito de prestar atenção às letras das músicas, pois possuem um ritmo e uma cadência importante para minha poesia. Neste vídeo, dou continuidade a minha seleção de poemas que deram ótimas músicas. Segue a lista mencionada no vídeo: Paulo Leminski O poema Dor Elegante foi musicado por Itamar Assunção O poeta também escreveu versos de Verdura, tocado por Caetano Veloso.

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Ritmo, métrica e verso — Qual a relação?

No vídeo, O Ritmo nos Poemas, nós falamos que o ritmo é essencial para o poema. Continuando a leitura do O Arco e a Lira , do Octavio Paz , eu gostaria de explorar mais alguns pontos. Ele já começa o capítulo sobre Versos, assim: O ritmo não apenas é o elemento mais antigo e permanente da linguagem como é possível que seja anterior à própria fala. Em certo sentido pode-se dizer que a linguagem nasce do ritmo; .

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O ritmo no poema — E como a rima influencia

Segundo o dicionário Michaelis, ritmo é a “sucessão de tempos fortes e fracos que ocorrem, com intervalos regulares em uma frase musical, um verso etc.". Bom, se pensarmos no ritmo de forma geral, podemos enxergá-lo em tudo que nos cerca. Nosso estado está ligado ao ritmo cardíaco, quanto mais rápido corremos, mais rápido o coração precisa bater; está ligado à atividade da escrita, pois cada poeta produz a determinado ritmo, que pode aumentar ou diminuir devido a vários fatores, externos e internos.

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O que é Imagem Poética? — Com exemplos

Qual o papel das imagens nos poemas? Por que elas são importantes? Neste vídeo, discuto um pouco mais sobre esse assunto, baseado no livro O Arco e a Lira , do Octavio Paz . No vídeo O poder das imagens, eu falo sobre as imagens evocadas por Pablo Neruda nos poemas do Canto Geral . De alguma maneira, elas provocam sensações sinestésicas, encantamento. Porém, naquela ocasião, falei muito sobre imagens do ponto de vista de quem mostra cenários e ideias diferentes.

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Como Allan Poe escreveu "O Corvo"? — Segundo seu ensaio "A Filosofia da Composição"

Edgar Allan Poe escreveu um poema que ficou muito famoso. Chama-se The Raven no original e O Corvo . Um dos motivos pelo qual ele chama a atenção é a qualidade e originalidade do poema. O poema foi, inclusive, possui traduções de Machado de Assis de Fernando Pessoa . Muitos de nós, poetas, vamos escrevendo nossos poemas muito sem saber como, intuindo aqui e ali. Dificilmente pensamos em processos, de forma metódica ou sequer analisar os diversos momentos de criação para verificar se há intersecções.

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Linguagem, poema e poesia — Qual a relação?

A primeira coisa que precisamos fazer para entender a relação entre estes três termos é diferenciar poesia de poema. Existem diversos vídeos no YouTube e blog posts que explicam, portanto resumirei usando as palavras de Octavio Paz retiradas do livro O Arco e a Lira . O poético é poesia em estado amorfo; o poema é construção, poesia erguida. — Octavio Paz Portanto, a poesia pode estar em um pôr-do-sol, em uma pintura ou em uma fotografia.

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Poemas que deram ótimas músicas — Poesia cantada

No vídeo anterior, nós declamamos três letras de músicas de Luiz Tatit e chegamos a conclusão que algumas letras de música se sustentam, sim, como poemas quando excluída a melodia. No meu ponto de vista, todo poema é uma música em potencial, porque dá uma estrutura sólida para compor junto da melodia, visto que o [ritmo nos poemas]({{ relref “um-barco-ao-mar/em-alto-mar/letra-de-musica-e-poema-luiz-tatit.md” >}}) é importantíssimo. Dentro do universo de poemas que já viraram música, cito alguns:

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Letra de música é poema? — Declamando Luiz Tatit

A música e o poema sempre tiveram um certo tipo de flerte. Com o Nobel de Literatura de 2016 indo para Bob Dylan , essa polêmica ressurgiu através de críticas e de apoios. Aproveitando a onda de repercussão, a Companhia das Letras lançou, em dois volumes, as letras em inglês e sua tradução. Passei os olhos em algumas delas e, pelo que percebi, a tradução se mantém, em boa parte, literal, perdendo um pouco da poética do original.

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A busca pelo estilo do poeta — Reflexões sobre estilo poético

Qual o caminho para o estilo do poeta? Existe um estilo definitivo para o poeta? Neste vídeo, apresento algumas reflexões sobre este tema me utilizando de alguns termos definidos pelo filósofo Henri Bergson.

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Logopeia com Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Rupi Kaur e Leminski — A dança das palavras e do intelecto

O poeta e crítico americano Ezra Pound definiu três grandes aspectos para a poesia. São eles o aspecto sonoro, que ele chamou de melopeia; o aspecto visual e imagético, que chamou de fanopeia; e a dança do intelecto entre as palavras, que seria a logopeia, ou seja, a parte reflexiva da poesia. Este terceiro post fala sobre a logopeia, cuja obra de Fernando Pessoa está cheia. Praticamente independentemente do heterônimo, suas poesias fazem-nos pensar sobre várias coisas, principalmente sobre a vida e nós mesmos.

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Fanopeia através de Simone de Andrade Neves e Maiakovski — O aspecto visual do poema

Ezra Pound , um crítico e poeta norte-americano, escreveu no livro ABC da Literatura sobre três aspectos para se avaliar poesia: o aspecto sonoro, o visual e o reflexivo. A eles, respectivamente, deu o nome de melopeia, fanopeia e logopeia. A ideia dessa série de três posts é entender cada um deles e verificar como são inseridos na nossa própria poesia, para, assim, trazer pro consciente e utilizá-las a nosso favor.

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Melopeia, Ferreira Gullar e Chico Buarque — O aspecto sonoro do poema

Segundo o crítico americano Ezra Pound , um poema pode invocar seu poder poético através de três elementos: som, imagens e pensamento. No que isso pode nos ajudar a escrever melhores poemas? Muita coisa que escrevemos, nasce de maneira intuitiva ou natural. Sentimos e escrevemos. Isso faz parecer que existe um dom divino, uma diferenciação especial dentre os outros. O fato é que talvez os gênios talvez sejam assim mesmo, mas a grande maioria, como nós, não é gênio.

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Rimas e Ritmo na poesia — Poesia precisa rimar? Este artifício foi usado muito antigamente.

A rima tem sido utilizada nos poemas pelo menos desde o período clássico. Naquela época, era uma retrição: ou havia rima, ou não era considerado poesia. Com o tempo, esta ideia foi mudando e hoje temos poesia em versos brancos, sem rima. Independentemente de ter rima ou não, os poemas, em maioria, possuem ritmo. Isso me leva a crer que não seja obrigatória, mas uma ferramenta para gerar ritmo. Vamos usar um exemplo: quando não possui rima, o soneto perde um pouco a beleza de sê-lo; quando, entretanto, utiliza rima, não é ela, sozinha, que dá a sensação de poesia, mas a cadência do todo.

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O poder das imagens — Pablo Neruda conseguiu transformar coisas concretas em experiências sinestésicas.

Eu postei, há algum tempo, um vídeo falando que a educação, tal qual vemos hoje, tende a formar pessoas que procuram respostas certas. Isso tem nos tornado utilitaristas e racionalistas. Dei ao nome, de quem acaba abrindo mão da criatividade e do óbvio, de adulto. Afinal, é isso que faz um bom adulto. Não há tempo para poesia, pintura abstrata ou a arte em geral na vida corrida de um adulto.

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Poesia é condensação — Ezra Pound dizia que poesia vem da linguagem em alta condensação

No último vídeo, nós falamos sobre começar a não ler mais a linhas, mas as entrelinhas. No sentido de descontruir o que entendemos ser um adulto, partindo do ponto que os adultos são racionais e utilitaristas. O Manuel de Barros já nos explica: Tenho o privilégio de não saber quase tudo. E isso explica o resto. — Manoel de Barros O que acontecia quando eu comecei a escrever poesia, é que, por estar acostumado com o “mundo adulto”, escrevia como se estivesse escrevendo um outro texto para outros lerem.

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Desaprender a ser adulto — A escola, da primeira à oitava — ou, agora, a nona série —, talvez seja um dos maiores fatores que ceifam o juízo sobre a poesia de nós.

Antes de começar, vale a pena mencionar que não estou aqui para demonizar a escola. Ela é exatamente o que o sistema precisa. Há, entretanto, algumas soluções alternativas à escola como conhecemos hoje, como podemos ver, por exemplo, no documentário Quando sinto que já sei. Rubem Alves , que também foi poeta, fala sobre isso no Provocações pro Abujamra . Mas eu queria manter o foco do conteúdo no cenário que nós nos encaixamos, em quem frequentou a escola tradicional, que envolve passar de ano.

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Nietzsche e o juízo sobre a arte — A ansiedade de publicar o poema pela ótica do filósofo.

Nos últimos dois vídeos, falei sobre contemplar para escrever e ansiedade de publicar um poema. Eu queria agora falar um pouco mais sobre a ansiedade de publicar. Eu comecei a me perguntar coisas do tipo: será que todo desenho de um artista é uma obra boa? Será que todo pintor gostaria de expor todas as suas pinturas? Se toda poesia que eu criasse eu precisasse publicar, quando que eu a estaria treinando?

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O que te faz escrever poesia? — E se maximizássemos as circunstâncias que nos fazem escrever?

Nos últimos dois vídeos, falei sobre contemplar para escrever e sobre ansiedade de publicar um poema. Eu queria agora falar um pouco mais sobre contemplar para escrever. Escrevia muito pouca poesia antigamente, porque eu só escrevia quando vinha aquela vontade, aquele estado de transe, a famosa inspiração. Tentei parar para escrever para ver se era só questão de hábito, sem sentir o “espanto” — como diz Ferreira Gullar — que gera a poesia.

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Sobre a ansiedade de publicar poemas — Tem diminuído, mas ainda sinto muita ansiedade em publicar a poesia.

Eu costumava escrever e achar que o poema estava pronto. Porque ele realmente parecia muito bom logo depois de terminá-lo. Mas dado alguns dias ou meses, quando eu relia, via que poderia melhorá-lo. Percebia erros, possibilidade de rimas, quebras no ritmo, etc. Comecei a repassar os poemas mais antigos nos dias seguintes. Foi aí que percebi que em momento de transe tudo parece mágico e lindo e poético. Mas essa ansiedade em publicar acaba prejudicando o poeta e os leitores.

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Poesia vem da contemplação — Escrever prosa é diferente de escrever poesia.

Escrever prosa é como um tubérculo. O texto está enterrado dentro do escritor. É preciso ser ativo. É preciso cavar. Por isso que funcionam essas técnicas de fazer 500, 1000 palavras por dia. Poesia não funciona assim. Talvez prosa poética, mas poesia, não. Poesia desabrocha como uma flor. O poeta simplesmente senta, contempla o mundo e a flor desabrocha sozinha. Ao invés de ativamente forçar a escrita, passivamente se aguarda o sentimento.

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Por que lançar um barco ao mar? — Segundo Saussure, "a língua não é um barco no estaleiro, mas um barco lançado ao mar."

Não lembro muito bem quando comecei a escrever poesias. Só sei que, quando eu vi, já estava escrevendo. Lembro de me pegar perguntando se aquilo realmente era um poema; se, para ser poesia, precisa rimar; ou se, por serem versos livres, não havia nenhuma regra que limitasse a minha criação. Eu me sentia muito confuso e inseguro. Acho que teria me desenvolvido mais rápido se tivesse com quem conversar. O poeta acaba criando seu próprio mundo, se isola, afinal é cada um por si nessa jornada em busca de seu próprio estilo.

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